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Dois anos de Remédio em Casa
Aproximadamente 70 mil pacientes atendidos, 170 mil prescrições, 12 tipos de medicamentos distribuídos e 409 unidades de saúdes integrantes do serviço. Estes são alguns números do Programa Remédio em Casa, que completa dois anos em julho.
Desenvolvido totalmente pela PRODAM, o sistema entrou no ar em julho de 2005, em fase piloto. "Após esse período, que durou 30 dias, começamos a realizar uma média de instalação de 50 unidades por mês", relata o gerente de Relacionamento I, da empresa Odemil José Camargo.
"Ao longo desses dois anos, um dos aspectos de destaque do serviço é seu caráter gerencial", explica ele. Segundo Odemil, o sistema permite a geração de vários tipos de relatórios contendo informações cruciais, no que diz respeito ao atendimento aos cidadãos que utilizam os serviços.
O Remédio em Casa envia medicamentos aos domicílios dos pacientes portadores de diabetes e hipertensão estabilizadas que estejam devidamente inscritos.
Os relatórios gerenciais oferecem uma visão ampla do Programa. Entre eles estão o de pacientes por diagnóstico; o de pacientes ativos no programa e o dos que eventualmente saíram.
Esses dados permitem o acompanhamento da adesão ao projeto e os motivos pelos quais podem ocorrer eventuais afastamentos. Isso possibilita a adoção de medidas preventivas visando a melhorias.
Toda a movimentação dos medicamentos começa na Unidade Dispensadora - Remédio em Casa. No local, cerca de 13 especialistas são responsáveis pelo envio dos remédios aos pacientes.
Satisfação
O Programa atende pacientes diabéticos e hipertensos. Após serem atendidos pelos médicos da unidade de saúde, que fazem o cadastramento no sistema, eles recebem uma primeira dosagem no próprio local.
Isso evita que eles fiquem sem remédios durante o processo de inclusão, que pode durar até 15 dias. A partir daí começa o recebimento da medicação em suas casas em quantidade suficiente para 90 dias.
Com isso, eles somente retornam às unidades de saúde após três meses para nova consulta. Esse procedimento melhora o fluxo de atendimento e colabora com a diminuição de filas.
Foi o que aconteceu com Maria Ermínia Esteves e sua filha Adélia Maria Rodrigues Esteves. Residentes no bairro do Cambuci, elas foram cadastradas no Programa na Unidade Básica de Saúde da região. Ambas são hipertensas. A segunda é também portadora de diabetes.
Há quatro meses no Programa, mãe e filha receberam, na última sexta-feira, 13, o segundo lote de medicamentos. "É um projeto muito bom porque faz com que a gente siga o tratamento direitinho. E se não tomarmos os comprimidos, o médico briga", confidencia dona Maria.
Adélia expressa contentamento. "Depois que passamos a receber os remédios aqui em casa, economizamos cerca de R$ 150 por mês. Agora não tem mais a desculpa de não ter dinheiro para comprar a medicação".
Unidades de Saúde
Coordenadora da UBS do Cambuci, a doutora Ana Lúcia Gomes Demarchi explica que o sucesso do Remédio em Casa em sua unidade é conseqüência de um árduo trabalho coletivo. "As equipes da recepção e da farmácia, os médicos, assim como o pessoal dos grupos de hipertensão e diabetes agiram juntos e deu tudo certo".
Edilene Olivieri é uma das responsáveis na UBS pelas partes de inclusão e controle do Programa. Ela aponta que a iniciativa, além de beneficiar o paciente, é fundamental no desempenho das atividades das áreas médica e administrativa.
"Os médicos podem fazer um atendimento melhor e o pessoal do administrativo consegue acompanhar de perto o tratamento de cada inscrito", justifica Edilene ao se referir ao projeto iniciado no local no início de 2006 e que hoje atende 393 pessoas.